Glaucoma é uma das principais doenças oculares e causa cegueira.

O Glaucoma é uma doença do nervo óptico, uma neuropatia óptica glaucomatosa, e é considerada uma das principais enfermidades da oftalmologia. Ela não tem cura e, quando não tratada corretamente, pode levar à cegueira irreversível. Para incentivar a conscientização em prol da prevenção e diagnóstico precoce, o Dia Nacional de Enfrentamento ao Glaucoma, lembrado no dia 26 de maio, foi criado e decretado por meio de uma lei brasileira em 12 de maio de 2002.

Muitas vezes silenciosa, a doença não apresenta sintomas, agravando o quadro com perda progressiva da visão, levando à cegueira total. Por isso, é essencial o diagnóstico e tratamento precoce, que pode ser feito na clínica, em consultas de rotina, por um médico oftalmologista.

O documento “As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019” produzido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), mostra que a cegueira atinge 1.577.016 brasileiros, o equivalente a 0,75% da população.

A pesquisa ainda revela que a incidência do glaucoma é estimada de 1 a 2% na população geral. Estima-se que entre 2-3% da população brasileira acima de 40 anos possam ter a doença, o que representa cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), em 2020, entrevistou 2.700 brasileiros em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Ceará e Pernambuco. Intitulada “Um olhar para o Glaucoma no Brasil”, o estudo mostrou que 10% dos entrevistados assumem que nunca foram a um oftalmologista e 25% afirmaram que frequentam um especialista raramente, apenas ao sentir qualquer tipo de incômodo nos olhos.

Além disso, ainda mostra que metade dos entrevistados não sabe que o glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo e 41% sequer conhecem a doença. “Vivemos em um cenário em que as pessoas ainda não aderiram ao  acompanhamento médico de rotina e só costumam procurar por ajuda quando apresentam sintomas, o que já é tarde. O resultado disso é o alto número de casos da doença que só fazem o diagnóstico já em estágio avançado em nossa sociedade”, afirma Luiz Formentin, médico oftalmologista do Hospital Casa de Saúde de Guarujá.

 

Matéria por: Assunto Cidade