Perda da visão é uma das complicações mais temidas pelos pacientes com diabetes

Considerada umas das doenças crônicas mais comuns do mundo, o diabetes atinge globalmente 463 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos. O diabetes tipo 2, que ocorre geralmente em virtude de maus hábitos alimentares e estilo de vida, responde por cerca de 90% dos casos e segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 8º país com maior prevalência da doença.

Diabetes e os riscos da perda da visão

A falta de controle adequado do diabetes ocasiona diversas complicações, dentre elas doenças que podem causar a perda da visão, o que coloca o diabetes como a principal causa de cegueira em pessoas em idade produtiva. Uma dessas graves consequências é o edema macular diabético (EMD), que afeta a retina e se desenvolve devido ao excesso prolongado de açúcar no sangue. Isso prejudica os vasos sanguíneos causando o extravasamento de líquidos, o que provoca o inchaço da retina. 

É imprescindível que os pacientes com diabetes mantenham a doença sob controle, para evitar complicações, como o edema macular diabético, que traz um impacto negativo importante na qualidade de vida das pessoas. Ele dificulta a execução de atividades rotineiras como, por exemplo, ler, cozinhar e dirigir e se não for diagnosticado e tratado precocemente, pode levar esses pacientes a uma perda irreversível da visão. 

Tratamento e acesso no SUS

O EMD não tem cura, e o tratamento varia de acordo com o tipo e a gravidade da doença que o paciente apresenta. As estratégias terapêuticas mais eficazes visam combater as causas do EMD, ou seja, o diabetes descontrolado (altos níveis de glicose no sangue) ou a pressão arterial elevada e, em seguida, tratar diretamente os danos na visão.

Atualmente, já são ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS) anti-inflamatórios, diuréticos e corticoides, além de medicamentos para controlar o diabetes. A terapia padrão para tratamento de EMD é feita por injeções intravítreas de anti-VEGF, que bloqueiam a proliferação dos vasos sanguíneos anormais na retina.

Fonte: Portal da oftalmologia